quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Manhattan Skyline

Manhattan, Nova York
West Village

Nova York é um mundo diferente, quem aqui vive não está em contacto com mais nada para além das agulhas dos arranha-céus ou das casas de tijolo vermelho. Para quê? Só o centro é do tamanho de uma média cidade europeia. 

Manhattan em si tem uma certa espécie de beleza funcional, em que é preciso treinar o olho para ver pedaços de beleza nas coisas mais comuns e dentro do ordinário desta galáxia. Este é o centro do centro do mundo, o ritmo de vida é frenético, os carros deslizam pelo aslfato com toda a velocidade que lhes é permitida e as carruagens de metro são como conservas de peixe. Contudo, é uma cidade surpreendentemente silênciosa, não há aquele ruído de fundo que parece engolir tudo num vortex de confusão e caos. 

Upper East Side, East Village, Midtown, Chelsea. Cidades dentro de um universo. A maior maneira de viver aqui é manter o ritmo de vida das nossas cidades europeias no meio de todo o stress que o dinheiro pressiona. 2 mil dolares por mês é o minimo necessário para alugar um buraco com 10m quadrados nesta parte da cidade, essa é a causa de toda a correria, porque aqui tempo é dinheiro e é dificil escapar a essa roda frenética de trabalhar para viver.

O que me surpreende é a quantidade mulheres absolutamente fenomenais nesta cidade, é algo ridiculo e que não deveria de existir! Agora compreendo o desespero das mulheres naquelas séries, como o Sexo e a Cidade, que não conseguem encontrar um homem com quem casar ou passar algum tempo. Há mais mulheres que homens, e estes estão mais ocupados em fazer dinheiro. 

Neste momento faz uma semana e meia desde que aterrei em Boston com o Jordan e começa-se a sentir a necessidade de espaço, mas é claro... não há espaço! Como nenhum de nós tem um emprego das nove às cinco, é sempre uma melhor opção ficar onde as portas estão abertas: seja isso uma casa com quatro quartos ou, neste caso, ter que partilhar um colchão de espuma que faz o milagre de não conseguir mover qualquer parte abaixo do pescoço por dez minutos depois de se acordar.

Como se encontra este espaço? Muitas vezes é na solidão de um café cheio de gente, música mexicana como plano de fundo e submergir na escrita, nas teclas que fazem o papel de tinta espalhada num caos ordenado numa folha de papel branco. Ou então em longos passeios durante a tarde pela Segunda Avenida até ao Central Park ou numa conversa casual com um estranho enquanto se espera para atravessar uma rua. 

Aqui as horas são dias e um dia ganha a forma de uma semana. Essa é a maravilha da vida no vento, no desconhecido e no autêntico fascinio pela estrada aberta: ganham-se dias de vida! 

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