segunda-feira, 23 de março de 2015

Quando Não Podes Viajar



Por vezes não podes viajar, às vezes os acontecimentos caóticos da vida metem-se no meio e os planos de viajar vão por água abaixo. Foi isto que me aconteceu uma série de vezes o ano passado, desde idas a Londres até ter o bilhete (quase) comprado para uma visita à Tailândia e me continua a acontecer este ano. É verdade, desde que passei cinco dias em Riga, que não saio do país. Pode parecer impossível, mas é verdade e a razão é muito simples.

Com o livro escrito e a faltar menos de um mês para ser lançado não é possível agora simplesmente sair e viajar. O próprio livro que escrevi sobre a liberdade de viajar e de conquistar o desconhecido prende-me agora a Portugal. A ironia do destino.

Mas a verdade é que foi isto que escolhi. Viajar é uma parte central da minha vida, é rara a semana que não tenho vontade de largar tudo e simplesmente ir, mas depois lembro-me que sacrifiquei um ano da minha vida a cumprir um sonho, um sonho que me era mais importante e mais alto do que qualquer outro: escrever e publicar um livro.

Este é o outro lado da moeda, em todas as situações existe um reverso e se por um lado fiquei a ganhar também perdi a liberdade de ir quando quero e sem me preocupar com o que deixo para trás. Existem sempre mais planos, existem sempre mais ocasiões à espreita de aparecerem e serem abraçadas, mas por enquanto tenho que seguir o caminho que escolhi. E parece-me justo dizer que sem a escrita não haveria viagens. Eu não vivo para escrever, mas todos os dias penso que aquele senhor sentado a apanhar sol daria uma óptima cena de um livro, que aquela conversa que escutei da mesa ao lado seria uma boa peça literária para adaptar a uma parte incompleta do livro. A minha mente simplesmente não pára de pensar naquilo que me serve ou não a nível literário.

Parece estranho mas mesmo quando estava nos Estados Unidos, pela Road Trip, raro era o dia em que não recolhia informação para mais tarde usar e também tenho que admitir que durante toda a viagem tinha a intenção de um dia escrever sobre aquela viagem. Apenas não pensava que seria tão cedo.

A liberdade retirou-se a si mesma da minha vida através do sonho que desejo. Neste momento não posso viajar, mas isso não me preocupa, há sempre mais oportunidades e desde que estejas no teu caminho, então estás no caminho certo.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Porque te deves despedir e começar a viajar!

Quando crescemos vamos amealhando sonhos de viajar, locais que queremos visitar, monumentos que queremos ver e culturas em que nos queremos submergir. Mas ainda não, afinal só ainda tens 15 anos. Depois chega a tão aguardada data dos 18 em que já és adulto, mas o dinheiro não é muito, os teus pais não gostam da ideia de tirares um ou dois meses para viajares e ainda por cima tens a candidatura para a faculdade. Aos 20 ou aos 21 andas numa roda viva entre festas de faculdade, namorada/o, exames, férias sem fazer nenhum e copos. Alguns anos depois acabas a tua vida escolar e estás pronto/a para entrar no mercado de trabalho, os sonhos de viajar acumularam-se mas... agora tens que te candidatar para aquela entrevista, tens que conseguir aquele emprego, tens uma proposta única e tens que dar o máximo no local de trabalho ou então estás desempregado/a e não podes gastar o pouco dinheiro que tens amealhado.

Esta é a vida mais ou menos seguida pela maioria da população, também foi a vida escolhida pelos pais dos jovens que agora têm vinte e poucos anos e por isso deve ser seguida sem contestação. Contudo, hoje em dia o mundo é um local muito diferente do que era à 10 anos ou até mesmo à 20 anos atrás.

Nos dias de hoje o mercado é global, as empresas vão recrutar trabalhadores a outros países e o facto de teres um curso não é sinónimo de uma vida suburbana confortável. Bem pelo contrário...

Por isso aqui ficam as minhas razões porque te deves despedir e começar a viajar:

As Tuas Competências Valem Mais Do Que um Currículo

Se consegues e dizes que conseguiste marcar uma entrevista com o intelectual mais influente do mundo de repente uma entrevista de emprego parece trabalho para crianças
Em 2015 toda a gente tem um curso. Existem faculdade que desde que pagues as propinas um currículo irá ser-te entregue no final dos 3 anos. Nunca foi tão banal e também nunca valeu de tão pouco ter um curso universitário. O factor de decisão hoje em dia não é apenas o teu CV escolar, mas aquilo que podes dar ao empregador e não há actividade no mundo que te vá fazer ganhar mais competências do que viajar: aprender línguas, viver em países diferentes, habituado a viver com pressão e a desenrascares-te, conhecimento de logística pessoal e seres super adaptável a novas pessoas, situações e culturas. Para além dos trabalhos temporários que podes ir amealhando ao longo das viagens.


Tu Não Tens Dinheiro, Mas Também Não Precisas Dele

O equivalente a 20€ na Macedónia transforma-se num volume de dinares assustador
Se estás desempregado ou és gritantemente mal pago então viajar é uma melhor opção do que ficar em casa a ver televisão ou a seres explorado. Se ganhas apenas 500€ não vai ser dessa forma que vais mudar-te para uma casa tua, pagar um empréstimo ou comprar um carro. A verdade é que esses 500€ vão voar das tuas mãos mais rápido do que se estivesses em qualquer outro país... Razão? Se no teu país usarem o euro, o dólar ou a libra então tu és automaticamente mais rico do que uma grande parte do mundo: pelo equivalente a 6€ podes ter uma noite de arromba em Budapeste; na Roménia uma refeição completa no centro da cidade pode custar apenas 3€; na Tailândia os quartos de hostel custam 2€ por dia e uma refeição menos que 1€; na Polónia podes pagar uma renda de casa por apenas 70€ mês e em Montenegro podes pagar um passe mensal de transporte por 6€... Para além disso em muitos países o facto de teres uma formação técnica e/ou saberes inglês é uma carta branca para arranjar trabalho.


Vais Aprender a Falar Com Pessoas

O meu improvável amigo da Nova Zelândia com 82 primaveras
Se és como eu era: reservado e pouco à vontade para falar com outras pessoas então nada te vai transformar num extrovertido mais rápido do que viajar. Quando estás na estrada vais ter que falar com outras pessoas, com viajantes, com revisores de comboio, com empregados de mesa, com pessoas que vão a passar, com polícias e muitas vezes sem propriamente falar, visto que tu não vais entender a sua língua e eles não vão falar nenhuma língua que tu fales. Ao viajar aprendes a socializar de uma maneira que talvez julgues não te pertencer. Vê como conheci um viajante improvável, que mudou a minha maneira de pensar sobre mim e o mundo à minha volta, chamado Donald no texto: Conquista a Motivação para Viajar.


Vais Colocar o Teu Dia-a-Dia em Perspectiva



Só podes comparar algo em relação a outro termo de comparação. Se tudo aquilo que tu viveste foi levar o dia-a-dia exatamente da mesma forma desde que te lembras... então prepara-te para teres uma surpresa. Num dia vão acontecer muitas mais coisas do que normalmente te acontece durante um mês: acordas, comes o pequeno-almoço com um grupo de pessoas de cinco ou seis nacionalidades diferentes, olhas aborrecidamente para as redes sociais, alguém convida para ir dar uma volta pela cidade, visitam um castelo, partilham um cerveja, visitam uma parte da cidade fora do roteiro turístico, almoçam na hora de lanchar, voltam para o hostel, partilham histórias, jantam num restaurante local com mais uma série de outros viajantes e acabam por conhecer um grupo local de raparigas, combinam alguma coisa para mais logo, etc etc... Dá para entender?!

Conhece a minha dor em voltar a um estilo de vida normal depois de viajar no texto: O Problema de Viajar e Voltar


É Mais Fácil Do Que Alguma Vez Foi

A simplicidade de viajar
Nunca foi tão fácil viajar, nunca foi tão fácil conhecer pessoas de outros países, nunca foi tão barato. As companhias aéreas low cost, a emergência de hostels, o auge do turismo backpacker, a valorização do euro, a abertura de fronteiras, o estado seguro em que se vive em grande parte do mundo (não acredites em tudo o que vês na televisão). Podes trabalhar a partir do teu portátil, ter internet é quase como haver água potável, há mais informação sobre viagens, empregos on the go e onde ir e quando ir do que em qualquer outra altura da humanidade.


Vais Aprender a Arte do Desenrasque

Markelino e eu numa carrinha de transporte ilegal entre Tirana e Berat
Quando viajas nem tudo é tão fácil, confortável e simples a como estás habituado. Vão haver vezes em que vais ter que correr em desespero para apanhar um avião, em que vais ficar doente, em que estás tristes e não tens ninguém para te apoiar, em que a tua vida vai depender de ti e apenas de ti e outras vezes em que vais abrir estupidamente a cabeça depois de uma viagem de 26 horas ou então vais ter que ser mentalmente forte o suficiente para enfrentares os teus medos. Uma pessoa que vive uma vida "normal" nunca se irá defrontar com a vida da mesma maneira do que aqueles que viajam.


Vais Ganhar Experiência de Vida...


... Que não é ensinada nas escolas, que não é transmitida de pais para filhos, que nunca ouviste falar e jamais poderás compreender até passares por ela. Essa experiência não pode ser aprendida através de livros ou a ver filmes, tem que ser vivida e irá mudar a tua maneira de ver o mundo de uma forma irreversível (lê o artigo de como aprendi a não julgar as pessoas). Essa experiência de vida que irás levar contigo para onde quer que vás irá ser o teu bem mais precioso e aquele que mais portas te vai abrir.

Vê os erros que aprendi a evitar pelo simples facto de viajar, estes conselhos não irás encontrar em nenhum livro ou site: Erros A Não Cometer Numa Viagem.




quarta-feira, 4 de março de 2015

De Avião por 3€?!



Verdade.
A empresa irlandesa Ryanair anunciou que apenas amanhã entre as 9.00h e as 15.00h quem visitar o seu site e reservar um bilhete entre Lisboa & Porto, ou Porto & Lisboa irá pagar não mais do que 3€ por viagem. Esta medida insere-se na celebração por parte da Ryanair em inaugurar a terceira rota diária entre as duas maiores cidades de Portugal.

A partir de dia 1 Abril a companhia irlandesa irá fazer voos não só ao inicio da manhã e ao fim do dia, mas também com um voo para cada destino à hora de almoço, tornando a possibilidade de deslocações mais flexíveis.

Neste momento as tarifas mantêm-se nos preços tabelados de 10€ por viagem, contudo só amanhã entre as 9 e as 15 horas o preço irá baixar para os 3€ e isto acontecerá em voos entre Março e Maio.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

8 Erros a Não Fazer Numa Viagem

Quem tem blogues de viagem gosta de fazer, e aconselhar, aquilo que se deve fazer quando se parte de mochila às costas. Até eu escrevi uma série de artigos intitulada 33 Truques de Viagem, que tem como objectivo ajudar-te a ter viagens mais inteligentes, simples, divertidas e fáceis.

Mas há coisas que não se devem fazer numa viagem? Claro que há. Existem erros que já cometi e outros que vejo a serem sistematicamente cometidos por outros viajantes que seria do benefício geral se não acontecessem. A maioria destes erros têm a ver com segurança, perda de dinheiro, tempo perdido e oportunidades perdidas.


NÃO COMAS PERTO DE SÍTIOS TURISTICOS




Sim, uma pizza ao lado do Coliseu de Roma oferece um momento histórico e uma bela vista. Sim, comer paella nas Ramblas de Barcelona também pode ser uma experiência engraçada, tal como tomar café à frente do Big Ben, do Louvre ou dos portões de Brandeburgo, contudo... A parte engraçada da experiência desaparece quando te é cobrado o talão.

O problema destes cafés e restaurantes é que devido à sua localização vão ter clientes durante todo o ano e todos os anos e também não têm que se preocupar com a qualidade do serviço, porque a maioria dos turistas não vai voltar à mesma cidade. Por isso é dinheiro fácil e o serviço horrível, comida de qualidade duvidosa a preços exagerados.

Por outro lado os restaurantes locais têm que ter boa qualidade ou caso contrário os clientes deixam de lá ir. Assim o mais inteligente de se fazer é caminhar uma centena de metros de qualquer ponto turístico e reparar em restaurantes/cafés em que haja locais a tomar uma refeição. São os sítios sem menus turísticos e sem cartas em 4 línguas a que queres ir. Mais local, mais barato e melhor comida.


NÃO TROQUES DINHEIRO NOS AEROPORTOS




Apesar deste ser um erro de principiante é um absurdo a quantidade de pessoas que vejo a trocar dinheiro nos aeroportos, alguns chegam ao ponto de trocar mesmo dentro da zona de desembarque. A razão sempre me foi algo estranha.

Claro que há situações em que não tens hipótese, ou porque o cartão não está a funcionar, ou porque não tens dinheiro local e não há ATM's no aeroporto. Contudo esses são casos excepcionais.

O principal problema de trocar dinheiro nos aeroportos são as taxas de cambio inflacionadas o que te irá levar a perder uma quantidade significativa de dinheiro. Se em sítio turísticos as taxas são aumentadas a pontos que não deveriam ser legais, nos aeroportos trata-se de uma verdadeira caça aos menos experientes e que procuram facilidade.

Não existe qualquer razão porque devas trocar dinheiro num aeroporto.


NÃO ANDES COM UM ALOQUETE NA MOCHILA




Eu sei, este conselho vai contra tudo aquilo que já leste e ouviste sobre segurança em viagens, contudo o que esses conselhos e guias esquecem é que neste caso temos que pensar como um ladrão de mochilas.

Tens duas mochilas à tua frente: uma com um aloquete a outra sem nada. Qual das duas é mais provável pegares nela e desatares a correr dali para fora? A que tem objectos de maior valor, certo? Qual parece ser a que tem objectos de mais valor à primeira impressão? Exacto...

Andar com um aloquete na mochila é o equivalente a andar com um sinal de néon a indicar que tens coisas preciosas dentro da mala, para além do mais é um daqueles indicadores óbvios de "turista!" Se pensares quantos locais andam com aloquetes na mochila ou com a mochila na parte da frente do tronco?

O melhor conselho de segurança que posso dar seja a quem for é agir tal como os locais e isso inclui não ter aloquetes, não andar com máquinas fotográficas à vista desarmada (a menos que sejas um fotografo), não andar com a mochila na parte da frente e não abrir o mapa com uma cara patética de "onde é que estou?" <- mais sobre isto abaixo.


NÃO USES UM CARTÃO COM COMISSÃO




Este é outro erro sem grande desculpa. Provavelmente o teu banco, tal como o meu irá cobrar-te sempre uma pequena comissão por cada levantamento que faças fora da zona euro, ou fora da moeda do teu banco, contudo existem cartões em que a comissão pode ser tão alta como 8€ por cada levantamento de 50€. Mau negócio.

Se te deslocares à tua agência bancária os funcionários irão ser mais que prestáveis em mostrar as opções disponíveis para um cartão com uma taxa muito mais reduzida.


NÃO RISQUES OS HOSTELS DA LISTA


Jardim e bar do Free Hand Hostel, em Miami Beach

Muita gente quando houve a palavra hostel associa automaticamente a uma das seguintes expressões: barulho, confusão, falta de higiene, dormir num quarto com pessoas estranhas, partilhar o MEU espaço, falta de privacidade, insegurança, etc etc...

Contudo essa imagem é hoje em dia cada vez menos frequente. Aliás, posso garantir que o pior hostel  onde fiquei foi de facto em Lisboa, como podes ver aqui.

A grande maioria dos hostels são hoje em dia alguns dos melhores sítios para se ficar enquanto se viaja, a quantidade de pessoas e amigos que fiz durante as minhas viagens atribuí-se em grande parte a ter ficado em hostels. 

E o conceito de hostel tem se vindo a afastar progressivamente dessa antiga imagem perpetrada no início deste milénio, espalhados um pouco por todo o mundo existem hostels onde podes encontrar jornais diários, pequenos almoços grátis, máquinas de lavar, quartos privados, jardins, salas de estar, salas de leitura, consolas, bibliotecas e até restaurantes!


NÃO VÁS SEMPRE PELO MAIS BARATO




Por vezes o mais barato saí efectivamente mais caro. Um bilhete numa companhia aérea low cost pode acabar por custar mais do que por uma companhia regular. Por vezes o conforto de ficar num hotel compensa o dinheiro que deixas. Por vezes apanhar um táxi é mais inteligente do que perder um comboio, avião... Por vezes andar 18 horas num comboio entre Bucareste e Budapeste não é a decisão mais inteligente e os 30€ que entregas no guichet acabam por resultar em todas as horas de sono que precisas.

Se precisares de provas fica aqui o meu testemunho de quando optei por viajar pela Wizzair e não pela TAP: Quando O Mais Barato é Mais Caro


NÃO ANDES DE TÁXI


Um dos taxis mais baratos do mundo ocidental

Andar de táxi é sempre, ou quase sempre, uma forma garantida de perder dinheiro. São mais caros do que os transportes públicos, bem mais caros do que andar a pé e a probabilidade do taxista não ligar o  contador ao perceber que és estrangeiro é mais do que provável.

Existem casos em que andar de táxi é necessário como se temeres pela tua segurança, se estiveres atrasado para apanhar um outro transporte ou se ficar demasiado longe e claro se estiveres simplesmente sem vontade de perder tempo por entre trocas de transporte. Contudo, tem presente que essa não é a forma mais eficaz de poupar o teu dinheiro.

Claro que há excepções, como por exemplo na Roménia em que andar de táxi por uma distância de 200 quilómetros fica a pouco mais de 25€, mas essa é a excepção.

Algo que podes fazer para prevenir um roubo de maiores dimensões é ver se o táximetro está ligado, caso esse não seja o caso negoceia com o taxista o preço final antes de arrancarem.


NÃO ANDES COM O MAPA DEMASIADO VISIVEL




Leste as linhas acima sobre não andar com um aloquete preso na mochila? Mostrar o mapa da nova cidade aos quatro ventos também não é uma atitude propriamente sábia... afinal quantos locais abrem o mapa da sua própria cidade?

Já te consigo ouvir a dizer: "Mas os locais não precisam de mapa por isso mesmo, por serem locais." Verdade, contudo sempre que abres um mapa estás a dizer por entre as linhas que "Estou perdido e não faço a menor ideia de onde estou." ou então "Onde estou exactamente?" Consegues perceber que qualquer pessoa com uma intenção menos nobre consegue perceber que és um alvo fácil?

Contudo esta é uma regra, que não é bem uma regra, pois afinal não existem verdadeiras regras nas viagens. Apenas escrevo isto para não cometeres o erro básico de estares perdido numa rua secundária, ou à noite e abrires o mapa. Se estiveres perdido e perceberes que aquela não é uma zona muito movimentada, ou uma zona um pouco suspeita o melhor conselho é... continuar a andar, exactamente continua a andar como se estivesses a ir para casa e tivesses a certeza absoluta de saber para onde vais.

Quando chegares a uma zona mais movimentada aí sim podes abrir o mapa tranquilamente e sem preocupações.

Mas de novo, o teu próprio juízo é a melhor decisão em qualquer uma destas situações.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Como é a Ilha de Capri?

Já te perguntaste como é a ilha de Capri e o que faz dela uma das ilhas mais visitadas em toda a Europa?

Já pensaste qual é a razão que atraí para esta ilha milionários de todo o mundo para lá passar férias? Em Maio de 2014 fui lá investigar o que faz esta ilha ser tão famosa...

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Riga a Frio





24 Janeiro 2015

Riga. De todos os destinos que pensei visitar com alguma proximidade Riga não era um deles. Aliás neste momento nem devia estar a viajar porque há demasiado a fazer... eu sei, parece impossível eu escrever isto, mas é por um bom motivo. Contudo sabe bem, sabe bem voltar a escrever com o mesmo cansaço, com a mesma violenta pressão sobre as páginas do caderno tal como fazia quando estava algures pelo interior dos Estados Unidos. Pequenos fragmentos de memória que aparecem inesperadamente.

Riga é o mais para Leste que já estive, apenas alguns quilómetros mais do que Bucareste ou Sófia, mas é. É uma cidade que para nós - desta vez não viajo sozinho - não há sol. Chegamos na madrugada de sexta e logo no aeroporto parecia que estávamos a desembarcar num qualquer aeroporto remoto da Sibéria. A neve amontoava-se para deixar a pista limpa, uma neblina fantasmagórica cobria o ar e saíam nuvens de fumo da boca sempre que falávamos. Nessa mesma noite, apesar do cansaço, das cervejas bebidas, das horas que não foram dormidas quer em casa, quer no avião e também no aeroporto... decidimos sair e descobrir a cidade.

Ficamos como vagabundos até as 7 da manhã. Conhecemos portugueses, logo aqui conhecemos mais portugueses do que alguma vez pensei encontrar numa cidade da Europa de Leste e desengana-se quem pensa, inocentemente como nós, que esta é uma cidade barata. Pois não é... Mas quem sou eu para avaliar o padrão de vida de uma cidade da qual apenas conheço a noite, marcas de cerveja e o nome de algumas letãs que se passeavam a horas tardias por bares e cafés?

Riga é a conjugação de dois mundos: o passado soviético com o futuro europeu. Tal como em qualquer cidade além da antiga cortina de ferro, a cicatriz da ditadura comunista está bem presente e parece que aqui toda a gente fala dos russos com cuidado, entre sussurros e respirares de orelha. Baixinho porque senão alguém pode estar a ouvir. (40% da população de Riga é russa)

O que vamos fazer a seguir? Não sei, mas duvido que inclua museus, palestras de escritores ou histórias sobre história do século XX.

Nem sei quantas horas dormi hoje, mas devo ter dormido mais do que irei dormir nos resto dos dias que aqui estou.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Memória Permanece Viva

Há quem veja viajar como apenas tirar uns dias da rotina em que vive. Eu vejo viajar como um modo de conhecer, de experienciar, de sentir à flor da pele outras realidades o mais próximo possível. Hoje relembra-se Auschwitz. Estive lá há mais de 3 anos, foi e continua a ser o local do mundo que mais me marcou, que mais mexeu comigo. O local que visitei e me ficou na memória até hoje.

Ali não dá para se expressar o que se sente, não dá para perceber onde se está e o único pensamento que me ocorria era: "Este sítio não devia de existir", mas existe.

Esta linha foi a viagem final para milhões de pessoas, o que nos dizem ali segundo as palavras originais dos oficiais nazis ainda hoje me arrepiam, sente-se um aperto na garganta. A personificação de inferno na terra.

As minhas palavras nunca poderão fazer justiça ao que ali se passou, ao que ali se sente.



segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Lêem-se livros pelas capas? E viagens?

Quantas vezes já ouviste esta frase: "Não julgues um livro pela sua capa"?

A verdade é que todos nós julgamos e por muito que tentemos não julgar os outros há sempre uma ponta de julgamento na parte de trás da nossa mente, um diálogo infinito de questões egoístas que nos fazem perguntar: Será que posso confiar nesta pessoa? Será que este sítio é seguro à noite? Este tipo está a dar-me o troco certo? Porque é que este tipo está a falar comigo? Quais são as intenções dele? Porque é que está a ser tão simpático? Este quarto não tem bom aspecto... Estas pessoas não têm bom aspecto.

Eu não sou diferente de ti se alguma destas perguntas te passam pela cabeça quando conheces alguém novo, ou alguém começa a falar contigo apenas porque sim. A parte engraçada disto é que por vezes EU TAMBÉM SOU JULGADO PELA MINHA CAPA. Ao longo das minhas viagens esta é uma constante e por vezes sinto que estou completamente fora do meu elemento.

Apesar de eu não falar albanês e o Markelino não saber inglês fomos dois animados companheiros de viagem durante 4 horas, entre Tirana e Berat. E sim esta é uma carrinha ilegal de transporte de passageiros em que cada pessoa paga literalmente o que quer à máfia local pela viagem.

Como sabes são poucas as coisas que levo comigo quando viajo e assim as alternativas que tenho são algo limitadas. E isto pode levar a situações que vão desde o cómico até ao liminarmente perigoso.

Imagina-te a caminhar em Nova Orleães, toda a gente veste casacos velhos e alguns rasgados, os seus sapatos são em segunda e terceira mão e em algumas pessoas consegue-se ver as meias a espreitarem por baixo, os gorros esfarrapados e as caras cansadas olham para ti atentamente conforme passas à frente deles que esperam por um autocarro e tu lá vais de casaco de cabedal com fecho assimétrico, calças de ganga da Levi's, uma bolsa Camel com um tablet lá dentro, botas de cabedal com um pormenor no calcanhar e com a barba cortada da mesma forma que tenho na fotografia do lado direito. (Aliás agora que me lembro essa fotografia foi tirada em Nova Orleães).

É uma situação algo caricata, mas não posso mentir e dizer que me senti totalmente seguro.

E se chegar exactamente da mesma forma à cidade de Elbasan, no interior da Albânia, com o acréscimo de levar um écharpe à volta do pescoço, uma mala de rodinhas e um boné?

A minha (triste) figura totalmente discreta antes de chegar a Elbasan.

Bem, nessa situação senti que era uma estrela famosa de algum clique exclusivo que caiu desamparada em Elbasan e a forma como as pessoas me viam era simplesmente no formato de notas de euros. Este caso levou-me à  situação potencialmente mais perigosa que enfrentei na minha vida.

Mas também acontece o contrário: Cracóvia, noite de sexta feira, estou de camisola de gola alta, sem cortar o cabelo à três meses, botas de montanha e calças demasiado sujas na entrada da melhor discoteca da cidade. Resultado, fiquei à porta.

Mas chega de falar de mim.

A verdade é que todos nós julgamos as outras pessoas com maior ou menor maldade, ninguém entre os viajantes tem um estatuto moral superior. Os backpackers troçam dos turistas, os turistas olham com desprezo para a falta de condições dos backpackers, os mais hippies olham com um misto de gozo e desdém para quem pára em hostels com malas de rodinhas e casacos de marca, os mais novos olham para os mais velhos em incompreensão e assim por aí adiante.

Estrada entre Berat e Elbasan, pouco mais de 200 km que se fizeram em 5 horas. Desta vez num autocarro normal.

Mas sabes qual é a parte positiva de tudo isto? Que no final, apesar das nossas diferenças somos capazes de nos sentar, por os julgamentos para o lado e conseguir ler os livros que estão à nossa frente com a mesma clareza que teríamos se não tivéssemos a voz do julgamento geral.

Apesar de julgarmos o livro pela capa acabamos sempre por o ler.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Porque Viajo Sozinho

Quando viajas sozinho não tens o luxo de tirar uma selfie, apenas esticas o braço e sorris para a tua mão. Viajantes solitários a tirar selfies ainda antes das selfies existirem.

"Amanhã vou comprar os bilhetes."
"Quando fores avisa-me que também vou contigo."
~~~~~
"Olha vou agora comprar os bilhetes, vens?"
"Pah, não vou agora, mas amanhã ou depois compro e vamos..."
~~~~
"Compraste os bilhetes?"
"Afinal não vou, vai haver uma..."

Estou a lembrar-me particularmente desta conversa que tive em Budapeste no Outono de 2011. Mas igual a esta existiram e vão existir muitas mais. Desde o profético "quando comprares avisa" ao não menos peculiar "A sério? Quando estiveres a preparar tudo diz que eu vou contigo."

Estas são promessas que muito raramente se tornam em realidade. A verdade é que a ideia é muitas vezes mais apelativa do que o acto de iniciar uma viagem. Mesmo quando há uma certeza absoluta é normal que uma festa de anos apareça, um compromisso que não podem desmarcar, alguém que marcou as férias por cima da deles ou então apanharam uma constipação...

O que isto me ensinou é que se estiver à espera dos outros... não vou a lado nenhum.

Figurativa e realisticamente.

Por isso eu recuso-me a esperar, há demasiados lugares para conhecer, pessoas com quem falar, comidas para experimentar e longas viagens que, sinceramente, são mais fáceis se as fizer sozinho.

Se estás a desmarcar viagens porque os outros não vão contigo ou as suas promessas não se concretizam, então tens que parar com isso. Eu sei que viajar sozinho pode ser assustador, principalmente se nunca o fizeste, mas vais ver que todo o medo irá desaparecer assim que aterrares no teu destino e o coração bater mais rápido de entusiasmo.

E não temas andar sozinho, porque dificilmente isso irá acontecer, - é mais provável que queiras passar algum tempo sozinho e não consigas. Ao longo dos anos fiz grandes amizades com perfeitos desconhecidos que estavam no mesmo hostel que eu, ou na mesma cidade. Fica a conhecer a história de como encontrei o Donald numa viagem de barco e me tornei amigo de um viajante solitário com 81 anos aqui: Conquista a Motivação para Viajar.

O Deni e a Caroline, em Viena. Três australianos em Bratislava. O Owen em Bucareste. O Michael, a Breannie e a Melissa em Cracóvia. O Jaklal e um tipo tunisino em Zagreb. O Ryan, a Jaclyn, o Jared, o Thomas e a Lauren pelos Balcãs....



Todas estas são pessoas com quem ainda falo e sei que se nos voltarmos a encontrar é como se ainda ontem nos tivéssemos visto. A verdade é que acabei por conhecer amigos destes amigos por recomendação deles. E eu sei que isto só aconteceu porque estava a viajar sozinho.

Quando viajas num grupo tens a tendência para te fechares e apenas falarem entre vocês, quando estás sozinho... bem, tens que falar com alguém e as outras pessoas estão mais dispostas a fazerem conversa contigo.

Viajar sozinho também te traz a derradeira liberdade: fazes o que queres, quando queres, onde queres e com quiseres. Acordas e estás sozinho, tens um dia inteiro pela frente e tens que o encher com alguma coisa e é aí que a aventura começa. Conheces os limites daquilo de que gostas e do que não gostas. Queres provar aquela comida esquisita da montra? Só tens que pedir. Queres ficar mais uns dias? Ficas. Queres ir embora mais cedo? Vais.

Quando viajas sozinho ou vai ou racha, como se costuma dizer. Aí tens que aprender em quem podes confiar, como fazer amigos, como encontrares o teu caminho sem a ajuda de ninguém, a desenrascares-te de situações potencialmente complicadas.

Sempre que viajas por tua conta vais crescer um bocado, vais tornar-te uma pessoa mais completa e independente, com uma nova visão sobre o mundo.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Os Melhores Destinos de 2014

5) Sófia, Bulgária

Catedral de Alexandre Nevski, no centro de Sófia

Sófia é sem dúvida uma cidade que não se esquece com facilidade. Primeiro, em que capital europeia ainda existem burros a puxarem carroças pelas avenidas da cidade? Não em muitas. Mas quantas cidades conseguem demonstrar a grandeza da arquitectura comunista como a capital da Bulgária? Poucas... Quantas juntam a isso um legado milenar de história, a sofisticação de uma das cidades mais evoluídas do antigo bloco de Leste e a atitude relaxada de uma cidade balcânica? Quase nenhuma...

Apesar de não ser uma cidade turística per se, apesar de não ter monumentos para ver durante dias sem fim, é impossível negar o qual agradável é chegar, estar e viver em Sófia. Há excitação nas ruas, há animação, há movimento. Há uma vida na cidade que nos faz ficar acordado noite dentro.

A Studenskigrad (cidade universitária) é lar dos bares mais animados, algures pelo centro distribuem-se várias discotecas que dão alegria aos búlgaros que se divertem ao final da semana, as esplanadas e restaurantes de comida de todo o mundo espalham-se pela Vitosha Street (a segunda rua mais cara do mundo há 15 anos atrás) e no centro de exposições do NDK podemos encontrar o melhor café da Europa de Leste, pelo menos na minha opinião, não fossem os fantásticos capuccinos e chás importados.


4) Salerno, Itália



Dentro das surpresas com certeza que Salerno é a surpresa. Antes de visitar esta cidade, onde termina a costa Amalfitana, pouco ou nada sabia sobre Salerno, aliás parecia-me uma cidade demasiado pequena.

Contudo, as duas semanas que lá passei este ano provaram-me que estava errado. A marginal de luongomare é perfeita para passeios ao final da tarde ou para fazer conversa com as dezenas de pessoas que por ali caminham ou descansam nos bancos a olhar para o mar. A "baixa" da cidade é agradável quanto baste com os inúmeros cafés, restaurantes e lojas italianas. As intricadas ruas da parte velha transportam-nos para o coração da Itália do Sul com os barulhentos lojistas, as cruas paredes de pedra negra e a azáfama das scooters rua acima e rua abaixo.

Para além disso Salerno apresenta uma posição estratégica no sul de Itália. A pouco mais de vinte minutos de Nápoles, depressa nos encontramos no centro da maior cidade do fundo da bota. Alguns quilómetros antes encontramos a mítica e eterna cidade de Pompeia. A duas horas de barco estamos na mais famosa ilha italina, a de Capri. A estação de comboios deixa-nos facilmente em qualquer outra cidade do sul: Taranto, Bari, Reggio Calabria, - por onde se consegue uma passagem para Messina de barco.

No meio de cidades enormes, Salerno ganhou o seu espaço no meu top das melhores cidades deste ano.


3) Roma, Itália



Roma é uma daquelas que cidades que por muito que se queira não gostar... é impossível. Roma é grandiosa, Roma foi em tempos o centro do mundo, Roma foi aquilo que cidades como Nova York, Shangai ou Londres são hoje em dia.

Roma é um enorme museu ao ar livre, onde em qualquer esquina se encontra um pedaço de história. Onde os olhos se abrem em admiração perante a grandeza dos monumentos e as filas de turistas são intermináveis.

Contudo, esta milenar cidade vive mais do que do turismo e dos monumentos construídos há centenas  de anos. Em Roma vive-se de uma maneira sui generis, o barulho das vespas contrasta com a maneira calma como os habitantes convivem uns com os outros em qualquer escadaria, como as esplanadas cheias de comida deliciosa e vinho tinto se estendem pelos passeios adornados por laranjeiras, com a maneira alegre e divertida como os italianos levam a vida, ao falarem demasiado alto, a praguejarem uns contra os outros e os movimentos exagerados das mãos...

Devo dizer que depois de visitar Roma fiquei com uma enorme vontade de lá voltar e ficar por lá durante uns tempos.


2) Budapeste, Hungria

Não a típica fotografia de Budapeste

Por esta altura não deve ser surpresa para ninguém o quão gosto de Budapeste. Depois de ter vivido mais de seis meses na capital magiar existem poucas coisas que sejam desconhecidas ou uma absoluta novidade para mim. Contudo estas existem, melhorando aquilo que já era bom.

Budapeste é cada vez mais uma cidade da Europa Central e menos da Europa de Leste. No espaço de dois anos a praça do Parlamento foi remodelada, um novo e polémico monumento foi erguido na entrada da Szabadság Ter, a Kalvin Ter foi finalmente reconstruída e agora é superfície para a segunda maior estação de metro da cidade, a estação de comboios de Kelety perdeu o seu ambiente escuro, decadente e perigoso e agora rivaliza-se como uma das estações de comboio mais modernas da Europa.

Para além disto a noite da cidade continua tão vibrante como a conhecia: bares abertos vinte e quatro horas por dia, os bares em ruínas como o Szimpla continuam a ser um albergue para os turistas jovens e ávidos de aventura, as discotecas como o Doboz e o Instant continuam a encher noite após noite e o Aquarium, um novo bar no centro da cidade perto da Erzsébet Ter anima todo o jardim.

E o que dizer a ilha Margerit em longos dias de Verão? Perfeita para te deitares na relva e ler um livro ou beber uma cerveja gelada.

Pronto... eu também tiro fotografias típicas de Budapeste :)


1) Bucareste, Roménia

Há algo de mágico, encantador e entusiasmante em relação a Bucareste. A primeira vez que visitei a capital da Roménia no Outono de 2011, esta era uma cidade bastante diferente. Grande parte do caos foi ordenado, as estradas foram asfaltadas, as pequenas ruas do Cidade Velha foram calcetadas e agora enchem-se de esplanadas, plantas decorativas, candeeiros adornados e de gente bem disposta e interessante.



Para além do custo de vida incomparavelmente baixo quando comparado com a maioria das grandes capitais europeias, o nível de diversão que se consegue ter num dia normal é algo que vai para além da minha compreensão imediata.

Em que outra capital se consegue almoçar três peitos de frango e beber uma caneca de cerveja por 3€? Em que outra cidade se consegue viver no centro do centro da cidade, num hotel de 4 estrelas por pouco mais de 100€? Em que país existem discotecas com três piscinas abertas ao público e que também estão abertas durante a tarde? Em que parte do mundo existem as melhores discotecas do mundo e que não têm qualquer preço de entrada ou de bengaleiro?

Discoteca Player em Bucareste... acredites ou não eram 8 da manhã
Parece o paraíso... sim parece, e essa é a razão porque gosto tanto de Bucareste. É a razão porque considero Bucareste uma cidade sem comparação e que consegue trazer a diversão de Las Vegas, a vivacidade de Londres, a beleza arquitectónica de Barcelona e os preços de um país da Europa de Leste tudo num só sítio.

O centro do centro de Bucareste, rodeado de cafés locais e à porta do hotel