A paisagem do deserto do Arizona é uma dela: desde as planicies sem fim, até aos canyons que se formam por entre a terra vermelha, até aos desfiladeiros e planaltos, passando pelas longas composições de comboios com mais de dois quilómetros. Estas são as rectas da grande estrada americana:
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
Deserto do Arizona (vídeo)
Há paisagens que ficam para sempre na memória. Há dias que irão viver para sempre enquanto conseguirmos recordar. Há momentos de pura magia que foram testemunhados e que com toda a certeza deveriam de ser vistos por todas as pessoas pelo menos uma vez na vida.
A paisagem do deserto do Arizona é uma dela: desde as planicies sem fim, até aos canyons que se formam por entre a terra vermelha, até aos desfiladeiros e planaltos, passando pelas longas composições de comboios com mais de dois quilómetros. Estas são as rectas da grande estrada americana:
A paisagem do deserto do Arizona é uma dela: desde as planicies sem fim, até aos canyons que se formam por entre a terra vermelha, até aos desfiladeiros e planaltos, passando pelas longas composições de comboios com mais de dois quilómetros. Estas são as rectas da grande estrada americana:
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
Os Meus 3 Erros Básicos De Uma Viagem
Todos nós cometemos erros: na vida, no trabalho e claro, também quando se viaja.
Apesar de gostar de considerar que tenho mais viagens no meu cinto, do que a maioria das pessoas, ainda cometo erros estúpidos e que podiam ser evitáveis se houvesse no processo de pré e durante viagem algum bom senso, mas isso é raro de acontecer e por isso esta última que fiz pela América do Norte não foi excepção.
Assim, deixo aqui os 3 maiores erros que eu cometi e que acredito que se podem aplicar a qualquer viagem que venhas a fazer, seja de uma semana, de um mês ou até de dois anos.
1# Toalha de Micro Fibras
... Com mais de seis meses de uso. Tu já a viste, toda a gente já as viu e muitos já as usaram. São elementos vitais num desporto como a natação e possivelmente usadas por, não sei... Talvez por pessoas que dêem prioridade à parte prática do que à parte do conforto, como eu.
A beleza destas toalhas é que não absorvem a água, pelo contrário elas repelam a água do corpo e quando acabas de tomar banho, secas-te e também tens uma toalha seca. O que é óptimo para quem viaja e fica a dormir em hostels ou em casa de outras pessoas e não tem a possibilidade, - e a paciência - de por toalhas a secar.
Contudo, com o uso estas começam a absorver água e passado seis meses, são toalhas iguais a quaisquer outras. E agora, queres imaginar o que acontece a toalhas molhadas, ou húmidas, que são fechadas em malas durante dois dias seguidos?
Exacto, começam a cheirar a mofo. E antes de me aperceber disso mesmo, o cheiro que a toalha tinha era para ser protegido dentro de um saco plástico para não contaminar a roupa com que partilhava o espaço.
O estado de gravidade desta toalha chega, inevitavelmente, quando tomas banho, secas-te e ficas a cheirar pior do que quando lá entraste... E quando umas horas depois a tua toalha é posta no quarto de um amigo teu, como uma forma de vingança. Quando isso acontece há algo totalmente errado com essa toalha.
Faças o que fizeres na tua vida, não uses uma toalha de micro-fibras mais do que seis meses. Dessa última vez o cheiro que melhor me descrevia era a cão molhado, um que passou o dia todo à chuva e a rebolar na terra. Até o meu cão, o Sirius, teria vergonha de mim. Eu também tenho vergonha de mim...
2# Não levar máquina fotográfica
Eu nunca tive uma máquina fotográfica minha. Quando estive a viver em Budapeste levei a da minha namorada. Nas viagens do ano passado pedi emprestada a da minha irmã. Este ano, bem a namorada já lá não estava e a minha irmã não tinha intenções de me emprestar a máquina dela. Mas calma, eu tenho comigo a fiel companheira de viagem: Sony HDR - HC7E. Só que havia um pequeno problema, os cabos de alimentação estavam desaparecidos há mais de um ano e não estava na disposição de pagar 60€ à Sony por causa de uns cabos.
Sem opções e a pensar no que poderia fazer, olhei para o meu telémovel, um Sony Xperia J e tirei uma fotografia à parte de trás da minha casa. Na minha inocência achei que era o suficiente.
E assim nos dois meses seguintes, usei o telémovel apenas como um óptimo despertador e relógio e como uma péssima, horrível e nauseante máquina fotográfica.
Se repares todas as fotografias que aqui coloquei no blog foram tiradas com esse telémovel e agora, olhando para trás, até acho alguma piada ao efeito de óculos embaciados e meios turvos que aparece em cada uma das fotos. Mas não consigo descrever a frustração que era ter uma paisagem como a do deserto Death Valley ou dos Bayous do Louisiana e parecer que alguém tinha embaciado de propósito as lentes.
E se pensas em viajar e tens um Sony Xperia J, então peço-te com todas as forças que tenho para que essa máquina não seja a única que vais usar.
E essa foi, não só mas também, a principal razão por ter trocado de telémovel e ter comprado um Samsung S4. Isso mesmo Sony troquei por um Samsung. Japão perde, Coreia ganha. Espero bem que prestes atenção a este texto e melhores a qualidade da máquina dos teus telémoveis.
Problema resolvido.
3# Demasiada Roupa
Tudo aquilo que levei foi: um blazer, dois casacos, três calças, 4 tshirts, 3 camisolas, duas mangas caviadas, três écharpes, uns sapatos formais, umas botas e uns sapatos casuais. E mesmo assim, podia ter reduzido o peso da minha mala. Não precisei de um dos casacos, só teriam sido precisos 2 pares de calças e podia ter reduzido em um o número de camisolas e tshirts.
Para todo o lado que viajo só levo uma mala de cabine e a cada viagem que passa reduzo sempre aquilo que levo... e contudo contínua a ser sempre demais. Com o tempo começo a perceber que se pode viver com muito menos do que aquilo que pensava ser necessário.
E este é um conselho geral que dou se fores viajar em breve, a menos que viajes durante um mês seguido ou que te mudes de país não vais precisar de mais do que uma mala de cabine, - e se estás no espírito de aventura e nos queres imitar, então arrisca e viaja só com uma mala de cabine, não te vais arrepender. O meu espanto confunde-se com gozo sempre que vejo pessoas a levarem malas que pesam mais de vinte quilos e por vezes mais do que uma. Parecendo uns autênticos pinguins a desfilar pelo aeroporto com malas maiores do que eles.
A verdade é que essas pessoas não vão usar mais do que um terço daquelas roupas e acessórios que levaram e que julgam serem essenciais quando não o são.
Isso é o absolutamente básico, porque como deixei claro aqui no blog desde o primeiro dia, que para uma viagem que durou quase três meses só levei uma mala de cabine. E como estás a ver, não foi preciso mais... até seria preciso bem menos.
Este é o meu conselho viagem número um e também o erro básico que mais vezes vejo cometido por tanta gente que viagem: leva menos do que aquilo que pensas precisar. E quando já estiver tudo dentro da mala... volta a tirar mais umas duas camisolas e um par de calças.
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
Excerto de uma conversa em Austin
«“Mas será que estamos a desperdiçar as nossas vidas? Será que desperdiças-te a tua vida Jim? O que somos nós senão aquilo que perdemos e os nosso vícios. Não somos todos viciados em algo? Durante esta viagem, nós os quatro temos tidos muitas conversas sobre sermos autênticos e sobre descobrirmo-nos a nós mesmos. Mas será que algum dia vamos saber essa resposta? Será que o propósito é saber a resposta?
(...)
“Não, enganas-te. Não foi isso que eu disse. Disse que a tristeza da vida vem da incapacidade de sabermos quem somos, da incapacidade de aceitar aquilo que é natural e parte do todo. Nós ficamos tristes com certas situações, porque não aceitamos que a natureza possa ser violenta, que há coisas na vida que nos vão magoar e que não há nada que possamos fazer em relação a isso. Se tu tentares forçar, se tu tentares criar algo a partir do nada para mudar o que sentes, então só vais estar a piorar. Tu podes escolher estar animado, mas no fundo, na essência de quem és e que não consegues aceitar, percebes sempre que há uma parte de ti está partida. É como andares de carro e um camião te bater de lado, tu podes arranjar o carro, podes convencer-te que é um carro novo, lindo e perfeito, mas sabes no fundo, nessa mentira a ti próprio que aquela porta nunca irá ser a mesma, que irá ter sempre aquele jeito que é preciso fazer ao fechar. E nós somos iguais. Nós somos magoados com a vida e por mais que tentamos mentir a nós mesmos, quando alguém falar de algum assunto, quando alguém tocar na ferida sem saber que o estar a fazer vais sempre sentir a dor, a ferida a arder e só tu é que sabes. É o teu segredo.
Nós temos todas estas discussões filosóficas e complexas e no fundo não nos apercebemos que nunca nos iremos conseguir julgar e ver pelos olhos dos outros, que nunca seremos capazes de sentir a nossa própria pele como os outros sentem e que nunca vamos sentir a nosso cheiro, ouvir a nossa voz e o sabor dos nossos lábios como os outros conseguem. Esse para mim é o grande mistério e por não conseguirmos sentir isso, gostamos de nos enganar, de dizer a nós mesmos que sabemos e criamos histórias e personagens como se fôssemos o narrador de uma grande novela que é a nossa vida.
E aquilo que não vemos é que não somos mais do que os nossos vícios secretos, que as conversas que temos sozinhos e que mais ninguém ouve, daquilo que pensamos a adormecer e da frustração que sentimos quando o mundo não se parece com a nossa ideia daquilo que queremos viver. É um ciclo sem fim, é a serpente que morde a sua própria cauda e renasce constantemente. E isso somos nós e os nosso vícios, os nossos pequenos segredos que são a nossa droga e nos mantêm vivos.
(...)
“Não, enganas-te. Não foi isso que eu disse. Disse que a tristeza da vida vem da incapacidade de sabermos quem somos, da incapacidade de aceitar aquilo que é natural e parte do todo. Nós ficamos tristes com certas situações, porque não aceitamos que a natureza possa ser violenta, que há coisas na vida que nos vão magoar e que não há nada que possamos fazer em relação a isso. Se tu tentares forçar, se tu tentares criar algo a partir do nada para mudar o que sentes, então só vais estar a piorar. Tu podes escolher estar animado, mas no fundo, na essência de quem és e que não consegues aceitar, percebes sempre que há uma parte de ti está partida. É como andares de carro e um camião te bater de lado, tu podes arranjar o carro, podes convencer-te que é um carro novo, lindo e perfeito, mas sabes no fundo, nessa mentira a ti próprio que aquela porta nunca irá ser a mesma, que irá ter sempre aquele jeito que é preciso fazer ao fechar. E nós somos iguais. Nós somos magoados com a vida e por mais que tentamos mentir a nós mesmos, quando alguém falar de algum assunto, quando alguém tocar na ferida sem saber que o estar a fazer vais sempre sentir a dor, a ferida a arder e só tu é que sabes. É o teu segredo.
Por isso é que eu não sei daquilo que gosto, sei mais aquilo que tenho que fazer para não sentir essa dor. Eu não sei se gosto de escrever, sei que se não o fizer não consigo viver comigo mesmo. Eu não sei se gosto de mulheres ou não, só sei que se não falar com elas fico a sentir-me mal, eu não sei se gosto de outras pessoas, só sei que se não falar com outras pessoas fico louco. É mais uma questão de fugir da dor, do que encontrar prazer. Quando um de nós é viciado em heroína, a única diferença é que cada um tem uma droga diferente e que não consegue viver sem ela. Consumimos apesar de saber que nos magoa, mas continuamos para não sentir a dor da ressaca, para conseguirmos acreditar que é possível alcançar aquilo que a imaginação nos propela a atingir.
Quando consegues aceitar que és partido em mais do que uma maneira diferente, de que não és perfeito e de que irás sentir sempre dor, frustração e não vives sem o teu vício, então estarás um passo mais próximo de saber quem não és e como consequência de saberes quem és. Porque quem sabe que não vê, melhor consegue ver e quem julga ver, mais cego é. E é nessa dor, nessa cegueira parcial que nos ligamos uns aos outros."
Silêncio. Bebi um gole da cerveja e voltei a encostar-me às costas da cadeira.»
Excerto de uma conversa, em Austin, Texas. Primeiro rascunho do livro que estou a escrever sobre a viagem à América do Norte.
Espero que gostem
Excerto de uma conversa, em Austin, Texas. Primeiro rascunho do livro que estou a escrever sobre a viagem à América do Norte.
Espero que gostem
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Viajar pelo Mundo com Menos 1000 dólares?!
Existem muitos sites e blogues de viagens que colocam títulos "Como Viajar pelo Mundo com menos de 1000$ por mês" ou "Como Dar a Volta ao Mundo sem Usar Crédito Bancário", etc etc...
A todos esses sites e blogues, digo como os meus amigos do continente norte-americano diriam... Fuck you!
Isso mesmo, fuck you! A menos que estejas a fazer uma viagem de turismo de luxo, nunca vais precisar de gastar mil doláres ou euros, ou libras, ou yenes num mês.
E se tu pensas que precisas de muito dinheiro para viajar e estás sempre a queixar-te do quão caro é viajar, então... Fuck you!
É, e pára de arranjar desculpas para não fazeres aquilo que queres.
Há a ideia na sociedade que viajar apenas está disponível para os muito ricos ou para aqueles que pouparam toda uma vida. Isso podia ser aquilo que acontecia há cinquenta anos atrás, mas não é o que acontece nos dias de hoje.
Se eu te contasse o dinheiro que me levou a viajar desde Budapeste até ao Porto, de comboio, a passar por 7 capitais europeias, durante um mês, provavelmente não irias acreditar. Tudo aquilo que posso dizer é que... foi menos que 500€.
Ou por exemplo, se quiseres alugar uma casa, nessa mesma cidade, de Budapeste, por um apartamento com dois quartos e duas casas-de-banho, no centro da cidade não pagas mais do que 400$, mês. Se fores mais um pouco para leste ou para sul, então os preço baixam até à irrealidade. Para isso basta ver o salário minimo de países como a Moldávia (70€/mês) ou da Ucrânia (90€/mês).
E não estou a falar de países de África, Ásia ou América do Sul em que os preços ainda são mais baratos do que em qualquer parte da Europa.
E se estes países não te dizem nada e aquilo que queres mesmo é visitar cidades como Paris, Londres, Amesterdão e porque não, Nova York, Miami e Los Angeles... Então também não vais precisar de 1000$. Claro que tudo depende de como gostas de viajar, mas se para ti o conceito de viajar é ter uma mochila às costas e o maior valor é em conhecer pessoas e não precisas de grandes luxos, então não vais mesmo precisar de tanto dinheiro como pensas.
Apesar de serem cidades caras, não há nada que não se consiga resolver: nas cidades europeias há hostels que no máximo te cobram 20€ por noite e durante o dia a forma mais eficaz de poupar dinheiro é comprar comida no super-mercado, ou se fores como eu e a preguiça acaba por vencer há sempre soluções saúdaveis por menos de 8/10€.
Se não tiveres problemas de dormir em casa de semi-desconhecidos que se irão tornar grandes amigos, então podes cortar as despesas de hospedagem e sempre podes tentar o site: www.couchsurfing.com , caso não tenhas nenhum conhecido na cidade que estás prestes a visitar. (Sim, é seguro e das inúmeras vezes que o fiz nunca encontrei qualquer problema e não conheço ninguém que tenha sofrido algum problema por ter ficado em casa de alguém desconhecido. Há uma parte importante, que viajar te vai ensinar chamada: confiar na humanidade das pessoas, que até agora não me tem deixado ficar mal).
Em toda a honestidade, não consigo compreender como é que um viajante pode gastar mais de mil dólares por mês. É verdade que as despesas se podem acumular e quando se quer aproveitar um pequeno luxo aqui e outro ali, tudo pode ficar rapidamente descontrolado, contudo... Mil Doláres?
Isso é o suficiente para passares dois ou três meses em países da Europa de Leste, ou mesmo dois meses na Europa Ocidental. E possivelmente meio ano em outras partes do mundo mais remotas.
Sabes quando é que te apercebes que já estás mal habituado e não reconheces o quão barato é viajar? Quando enches o depósito de um Jeep Cherokee por 40 cêntimos de euro por litro, quando pagas 8 dólares por dormir num quarto de quatro camas, numa das maiores cidades da América, ou quando compras um bilhete de comboio internacional por 9€ e reclamas.
Viajar nunca foi tão barato como é hoje em dia e repara que nem sequer estou a contar com a abertura de novas companhias aéreas low-cost.
Se achavas que viajar era caro, ou que não tinhas essa possibilidade, então hoje destruímos um dos principais mitos. Nas próximas semanas irei continuar a escrever sobre outros (possíveis) obstáculos a viajar e a motivar-te a fazeres a viagem dos teus sonhos.
A todos esses sites e blogues, digo como os meus amigos do continente norte-americano diriam... Fuck you!
Isso mesmo, fuck you! A menos que estejas a fazer uma viagem de turismo de luxo, nunca vais precisar de gastar mil doláres ou euros, ou libras, ou yenes num mês.
E se tu pensas que precisas de muito dinheiro para viajar e estás sempre a queixar-te do quão caro é viajar, então... Fuck you!
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| O dinheiro que deves estar a pensar que precisas para viajar... mas não! |
É, e pára de arranjar desculpas para não fazeres aquilo que queres.
Há a ideia na sociedade que viajar apenas está disponível para os muito ricos ou para aqueles que pouparam toda uma vida. Isso podia ser aquilo que acontecia há cinquenta anos atrás, mas não é o que acontece nos dias de hoje.
Se eu te contasse o dinheiro que me levou a viajar desde Budapeste até ao Porto, de comboio, a passar por 7 capitais europeias, durante um mês, provavelmente não irias acreditar. Tudo aquilo que posso dizer é que... foi menos que 500€.
Ou por exemplo, se quiseres alugar uma casa, nessa mesma cidade, de Budapeste, por um apartamento com dois quartos e duas casas-de-banho, no centro da cidade não pagas mais do que 400$, mês. Se fores mais um pouco para leste ou para sul, então os preço baixam até à irrealidade. Para isso basta ver o salário minimo de países como a Moldávia (70€/mês) ou da Ucrânia (90€/mês).
E não estou a falar de países de África, Ásia ou América do Sul em que os preços ainda são mais baratos do que em qualquer parte da Europa.
E se estes países não te dizem nada e aquilo que queres mesmo é visitar cidades como Paris, Londres, Amesterdão e porque não, Nova York, Miami e Los Angeles... Então também não vais precisar de 1000$. Claro que tudo depende de como gostas de viajar, mas se para ti o conceito de viajar é ter uma mochila às costas e o maior valor é em conhecer pessoas e não precisas de grandes luxos, então não vais mesmo precisar de tanto dinheiro como pensas.
Apesar de serem cidades caras, não há nada que não se consiga resolver: nas cidades europeias há hostels que no máximo te cobram 20€ por noite e durante o dia a forma mais eficaz de poupar dinheiro é comprar comida no super-mercado, ou se fores como eu e a preguiça acaba por vencer há sempre soluções saúdaveis por menos de 8/10€.
Se não tiveres problemas de dormir em casa de semi-desconhecidos que se irão tornar grandes amigos, então podes cortar as despesas de hospedagem e sempre podes tentar o site: www.couchsurfing.com , caso não tenhas nenhum conhecido na cidade que estás prestes a visitar. (Sim, é seguro e das inúmeras vezes que o fiz nunca encontrei qualquer problema e não conheço ninguém que tenha sofrido algum problema por ter ficado em casa de alguém desconhecido. Há uma parte importante, que viajar te vai ensinar chamada: confiar na humanidade das pessoas, que até agora não me tem deixado ficar mal).
Em toda a honestidade, não consigo compreender como é que um viajante pode gastar mais de mil dólares por mês. É verdade que as despesas se podem acumular e quando se quer aproveitar um pequeno luxo aqui e outro ali, tudo pode ficar rapidamente descontrolado, contudo... Mil Doláres?
Isso é o suficiente para passares dois ou três meses em países da Europa de Leste, ou mesmo dois meses na Europa Ocidental. E possivelmente meio ano em outras partes do mundo mais remotas.
Sabes quando é que te apercebes que já estás mal habituado e não reconheces o quão barato é viajar? Quando enches o depósito de um Jeep Cherokee por 40 cêntimos de euro por litro, quando pagas 8 dólares por dormir num quarto de quatro camas, numa das maiores cidades da América, ou quando compras um bilhete de comboio internacional por 9€ e reclamas.
Viajar nunca foi tão barato como é hoje em dia e repara que nem sequer estou a contar com a abertura de novas companhias aéreas low-cost.
Se achavas que viajar era caro, ou que não tinhas essa possibilidade, então hoje destruímos um dos principais mitos. Nas próximas semanas irei continuar a escrever sobre outros (possíveis) obstáculos a viajar e a motivar-te a fazeres a viagem dos teus sonhos.
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