sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Mais uma paisagem aborrecida... no Parque Nacional de Yosemite

Como estamos na quadra natalicia... E tenho estado ocupado em trocar presentes, rever amigos e por a conversa em dia, - em que por vezes chego a manipular toda a conversa sobre as aventuras por que passamos, - falta tempo para escrever dois textos por semana. Agora já não há tanto tempo livre e sinto falta desses momentos perdidos no tempo em que coçava a cabeça e me perguntava: "Não tenho nada para fazer... Hmm, que posso fazer para ocupar o dia?"

Assim, hoje decidi deixar aqui mais um vídeo da nossa viagem e este relativo à quadra por que estamos a passar...

Quer dizer, pelo menos tem neve... Este dia passou-se depois de termos pernoitado num hotel na estância de esqui de Mammoth Lakes, na California e atravessamos o Parque Nacional de Yosemite. Não, este não é o parque do urso Yogi dos desenhos animados, esse fica a uma série de horas para Norte... O Parque Nacional de Yosemite é o parque das maiores árvores do mundo, as sequoias e claro... Quando lá estivemos não vimos nenhuma.

Isto aconteceu porque as sequoias estão todas na parte sudoeste do parque e nós atravessamos pela parte Norte e assim o máximo que vimos foi uma série de paisagens que vão ficar connosco para o resto da vida, pela beleza inacreditável que transmitem e que eu jamais esquecerei... nada de mais, portanto.

Assim deixo aqui um pequeno vídeo de uma dessas paisagens. Nestes segundos vão conseguir-me a ouvir a dizer que "cheira mal!" e realmente cheirava... Os travões faziam o seu protesto depois de estarem a ser continuamente esmagados contra o tapete conforme desciamos de uma altitude de 3000m. Felizmente, nade de mal aconteceu. 




segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

O ano em que fugi do Natal... E ele me encontrou!

Como se celebra o Natal quando se está a viajar?

Esta é uma boa pergunta e este ano pela primeira vez, desde que me lembro, não sinto o espírito natalício. Não sei o que lhe aconteceu, mas simplesmente não está lá. Ao contrário daquilo que acontece todos os anos, durante esta viagem não entrei em contacto com shoppings pingados de decoração e bonecos de neve. Não houve músicas natalícias a entrar nos meus ouvidos a um passo tranquilo e alegre. Não houve a progressiva adaptação a ruas coloridas de pequenas luzes e neve artificial.

O Natal deste ano caiu do céu sem avisar e não entrou com meias medidas. No dia 21 de Novembro, estava em Las Vegas, a dormir no The Quad, um dos hóteis da Strip, e tinha passado o dia a olhar para o ecrã do IPad na esperança de ter algo de interessante para escrever. Voltei a visitar o salão de alguns casinos, caminhei pela avenida e a meio da tarde cansado e com um pouco de frio regressei ao quarto de hotel. Estava lá o Jordan a ouvir música africana e a organizar a mala.

Este dia era o aniversário do Jordan e por esse motivo e até para quebrar a rotina da viagem, em que até a diversão era controlada e com certas obrigações, decidimos voltar aos locais em que tínhamos passamos alguns dias no ano anterior.

Sim... No ano anterior, em Outubro de 2012, eu re-encontrei o Jordan em Las Vegas , para onde tínhamos ido a uma conferência do projecto para que trabalhamos, e houveram alguns locais da cidade que ficaram imortalizados na nossa memória. Assim, esse dia tornou-se um flashback do passado, em que estávamos de novo os dois em Las Vegas à procura de diversão e nada mais.

Aborrecidos e a olhar para as paredes do quarto de hotel tentávamo-nos lembrar de que sítios podiamos visitar a esta hora. Centro Comerciais? Aaah, nem por isso... Discotecas? Não estávamos com a energia necessária... O que podiamos então fazer?!

Nisto o Jordan saltou da cadeira e disse que uma ideia engraçada era voltar à casa em que ficamos no ano anterior. Esfomeados e agora com o entusiasmo a enganar o cansaço, pegamos no Jeep e conduzimos pelas movimentadas e brilhantes avenidas de Las Vegas: viramos na esquina do MGM Grand, seguimos pela Tropicana, passamos o aeroporto e viramos à direita em Paradise, daí voltamos a virar e entramos na Rodeo Drive. Ali foi conduzir em frente até ao final da rua e do lado direito da estrada lá estava... Como todas as outras, com um pequeno jardim de pedra, a garagem para o carro, uma palmeira que se debruçava sobre o horizonte... Aquela que foi a nossa casa durante uma semana!



Rodeo Drive, com o hotel Luxor no horizonte


Saímos do carro e tocamos à campainha. Apareceu uma mulher negra, com um robe amarrado à cintura e com as mamas a saltarem do sutiã. Olhei para dentro da casa e o varão de strip ainda lá estava, mas pela porta saiam batidas de música electrónica, uma outra rapariga em lingerie segurava  um taco de bilhar e espreitava para a rua e um tipo negro, com um boné de basebol veio falar connosco a perguntar o que queríamos dali.

Se havia alguma tensão na sua voz, essa desapareceu quando lhe contamos o propósito da nossa visita: éramos apenas dois tipos europeus a aproveitar a América do Norte e queriamos saber quem vivia na nosa antiga casa. Talvez fosse pelo sotaque britânico do Jordan, talvez fosse pelo carácter inesperado das situações ou pelo meu sorriso, mas a nossa fórmula resultava e deixava sempre as pessoas relaxadas com a nossa presença. Em dois meses e muitas outras ocasiões nunca nos deixou ficar mal.

Quando chegamos ao carro rimos e rimos muito, porque não era aquilo que estávamos à espera de encontrar. A Casa Amorata, - como chamamos ao local onde quem trabalha no nosso projecto se reúne -, tinha-se transformado num bordel. Tinha atingido o próximo degrau de evolução!

Estávamos no final da tarde e com a fome a apertar, tendo apenas dois bolos de arroz na barriga durante o dia, conduzimos até a uma praça comercial que ficava a um ou duas milhas de distância. Naquela praça, em que as lojas ladeavam o parque de estacionamento, só havia um sítio capaz de nos preparar uma refeição digna do aniversário do Jordan: o restaurante vietnamita que se tinha tornado o nosso local de almoço durante dias e dias seguidos, ao ponto de as empregadas já nos conhecerem e não ser preciso pedir a ementa. Este ano nenhuma se lembrava de nós...

E assim, quando entramos no restaurante... Ah? Como é que isto é possível? Qual é o sentido disto?

Luzes de Natal? Pinheiros em cima de cada mesa, guardanapos com bonecos de neve desenhados e bolas decorativas penduradas no tecto e nas colunas?!

Espera... Em que dia é que estamos?

Naquele momento nada fez sentido. Olhamos um para o outro sem reacção e tentamos descortinar o significado de tudo aquilo e a situação piorou. Piorou ao ponto de haver músicas de Mariah Carrey, Celine Dion e tantos outros que apenas saiem do seu armário de traças e teias de aranha na altura do Natal.

Ali deparamo-nos com o Natal. Estávamos "naquela" altura do ano e não havia nada a fazer.

Porque é que isto aconteceu? A razão é que como fui dizendo, quando se viaja não existem dias da semana: tem pouca importância se hoje é segunda ou quinta-feira. Quando se está na estrada a relevância de ser dia 10 de Dezembro ou 18, é apenas importante para se contar os dias até ao próximo workshop. "Já faltam 3 dias? Então temos que começar a ver os sítios onde ir, começar a enviar emails, fazer o plano de..."

E assim, duas semanas e meia depois de estarmos em Miami tínhamos entrado na quadra natalícia sem querer. Nunca foi o nosso objectivo. Por essa mesma razão, e apesar do frio que agora sinto, não existe grande espírito de Natal em mim. Pergunto-me se os dois que estão no México o sentem, com o calor tropical e com os sons da selva e se o Cory, no Canadá também se sente nesta posição distante em relação ao Pai Natal.

O que mais há a dizer para além de aproveitar o Natal?

Assim quero desejar a todos os leitores deste blog um...


Pub Crawl em Santa Mónica. À minha direita na foto: o Ryan e o Jesse!

FELIZ NATAL!

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

O regresso e Los Angeles no horizonte

Porto, Portugal

É verdade, passados dois meses na estrada aberta, dois meses a contar quilómetros, pessoas e a amealhar memórias... Estou de volta a Portugal.

A chegada aconteceu, segunda-feira, às 11 da manhã quando aterrei no aeroporto de Lisboa, - quatro horas antes tinha chegado ao aeroporto internacional de Ponta Delgada, mas neste caso vamos considerar que os Açores não são Portugal. A sensação de tirar um pé da escada do avião e pousar em terra portuguesa foi uma mistura de sensações complicadas de explicar. Por um lado era díficil de acreditar que a viagem tinha acabado, que deixava Los Angeles para trás e há minha frente tinha Lisboa... Nada contra Lisboa, mas não posso negar o choque provocado no corpo quando olho para as matrículas dos carros e não estou à procura de que estado é. Louisiana? West Virginia? Colorado? Arizona? Agora as matriculas estão em português e até isso é demasiado familiar. Por outro lado estava prestes a ver a minha família... E ao mesmo tempo deixava para trás algumas das melhores pessoas que conheci.

No total foram mais de vinte horas de viagem. Duas no aeroporto de LAX, cinco horas de viagem até Boston, seis horas no terminal E, 4 horas sobre o Atlântico a ver filmes do Jim Carrey, 2 horas nos Açores, 2 horas até Lisboa, outras três de espera e a viagem em Alfa Pendular até ao Porto.

Claro que o meu cérebro estava vertiginoso com o jetlag, mas havia algo mais que isso...

Eu não gostei da cidade de Los Angeles: é demasiado extensa, é preciso carro para ir a qualquer lado, é suja, decadente e não é tão quente e amena como os filmes no fazem crêr. Contudo, foi onde me diverti mais durante os 2 meses de viagem. As cidades em si não são tão importantes como os guias de viagem nos dizem. Aquilo que importa em cada destino são as pessoas que se conhecem e o tempo de qualidade que se passa.

É uma realidade estranhar pensar que há pessoas que viajam para um destino, seja durante uma semana ou um mês, e acabam por não conhecer ninguém durante esse tempo. Qual é a essência de viajar senão conhecer novas pessoas e encontrar novas experiências?

Por exemplo, Toronto e Los Angeles são o exemplo perfeito disto. Austin, no Texas, apesar de ser uma cidade incrivel conseguiu tornar-se um pouco aborrecida, porque a minha rede de contactos não era muito extensa... Assim, quão importante é a funcionalidade de uma cidade, ou até mesmo a sua beleza, quando não se conhece ninguém lá? E diga-se, as cidades norte-americas não são perfeitas para se fazer turismo, porque o passado histórico... Aaaah, não existe.

As pessoas com que passei tempo em Los Angeles são algumas das pessoas mais divertidas que conheço e algumas são amigos para a vida. Durante a semana que lá passei, as conversas que tive com o Ryan, - um grande amigo e uma das pessoas mais inteligentes que conheço -,  foram as mais profundas durante toda a viagem.

O Ryan para mim é Los Angeles, ele encarna a cidade na perfeição: é um tipo do Oklahoma, que foi para LA para ser actor. Não conseguiu, até agora... E neste momento, está em North Hollywood a montar a sua empresa de gelados, isto porque sofreu um acidente de mota quando ia a mais de 120 km/h na auto-estrada e está impedido de servir à mesa, devido ao seu pulso de titânio. Contudo, a sua maneira de pensar é algo de surreal e as conversas sucedem-se uma a seguir à outra, sem espaços de intervalo e num constante fluxo de consciência. Falar com ele é como entrar num transe de ayuasca, que só terminou quando o deixei para trás no aeroporto ao volante do Jeep Canyonero.

Já viram, ou leram, o On The Road? Pronto, o Ryan é a re-encarnação do Dean Moriarty. A energia, a conversa, a loucura, a condução rápida e a liberdade.

Se não fosse ele, LA era uma cidade aborrecida. Se não fossem as conversas, que tivemos a altas horas de madrugada a caminhar pelas ruas largas de Hollywood, eu ficava a sentir que algo tinha ficado por fazer. Ali a insanidade dos dias da estrada encontraram o fogo que a transformaram em energia, projectada em filosofia e histórias de passados distantes.

Ali a insanidade encontrou a sua tranquilidade e deixaram de haver barreiras. Ali a insanidade ganhou força e tornou-se adulta e controlada.

À La Folie!






quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

O último testamento

North Hollywood, Los Angeles

De novo sozinho...

Os primeiros dias em que estou completamente sozinho. Tenho que admitir que é uma sensação estranha. Há demasiado espaço, há poucas pessoas com quem falar e de repente posso fazer aquilo que quero, sem ter que confirmar com outras pessoas.

É assim que as pessoas normais vivem?!

Sou o último guardião da RoadTrip, já todos se foram embora e eu aproveito os últimos dias de Los Angeles. O Jordan partiu na quarta-feira para Guadalajara e os outros dois partiram na segunda. Até o Doctor Cavajo se foi...

Da mesma forma como esta viagem começou, assim acaba: comigo sozinho num quarto à frente do Ipad em que escrevo isto a escrever e com uma ansiedade crescente no peito por voltar a entrar num avião que me levará ao outro lado do oceano.

Há um misto de emoções em mim: felicidade por estar aqui, ansiedade por voltar, saudades do meu cachorro e não saber o que fazer. É estranho, um tempo de espera até que o meu número seja chamado. Aproveita-se os últimos dias, mas ao mesmo tempo, nunca se está completamente presente. 

Não sinto que haja muito a dizer. Não sinto que há muito para procurar fazer. São dias de reflexão, em que tenho que me encontrar de novo. Depois de dois meses sempre rodeado com as mesmas pessoas, começas a moldar a tua personalidade há dos outros e eless há tua, quando tudo se separa é como se uma parte de ti está em falha. 

Não há nada para planear? Não há viagens para fazer? Quantos dias vamos ficar aqui? Alguém tem que falar com...

Aprender a estar sozinho de novo. É um processo curioso, que contudo não me deixa com grande inspiração para escrever. E sim, este é também o último texto que escrevo nos Estados Unidos. Quando voltarem a ouvir de mim... Vou estar em Portugal. 

Até lá... Aproveitem o fim-de-semana! 

Paz!



segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Despedida no Sul da Califórnia

North Hollywood, Los Angeles

Última semana da RoadTrip, o último dia dos quatro viajantes juntos, o final inevitável de uma travessia pela América do Norte, em que se ganhou mais do que aquilo que se perdeu, em que laços foram criados para não serem mais desfeitos. 

Estes dias são umas mistura curiosa de emoções: felicidade por termos chegado a Los Angeles, a tristeza por dizer adeus ao Knut e ao Cory que partem hoje, - um para Santa Bárbara, para trabalhar num projecto irrecusável e o outro está de volta ao Canadá -, a ansiedade de não saber aquilo que vou fazer nestes últimos 6 dias, o entusiasmo pelas possibilidades que se podem abrir, a vontade de regressar a casa e começar um novo capítulo.

O que vem a seguir? O que irá acontecer nestes próximos dias, que mais aventuras tem o Sul da Califórnia para nós?

Com a barriga vazia, o frio invúlgar por toda a casa e sendo o único acordado, contemplo a sala em que estou. Esta não é uma sala qualquer, é o meu quarto, é a minha casa e no fundo não me é nada: é a casa de um amigo, que não sei se irei voltar a ver depois de regressar a Portugal e esta sala não será mais do que uma memória guardada no meu pensamento e agora gravada em palavras.

Estes nadas apresentam um poder invulgar, o poder de viver no momento, de compreender que o momento presente é mais importante do que qualquer antecipação, do que qualquer refúgio em que me possa querer encontrar. 

E assim também é Los Angeles, uma cidade em que apenas se pode viver no presente, porque é tão disforme, tão monstruosa e tão mal organizada que o pleno pensamento de querer tomar um café e ter que caminhar mais que um quilómetro causa arrepios na espinha. Se não vives no presente, então a cidade deixa de fazer sentido e não vejo o porquê de alguém querer aqui viver se não estiver no momento presente.

Sim, há a praia, há as colinas de Hollywood, mas também há um aspecto sujo, degradante, triste e doentio nas entranhas da cidade, - em que apenas certos refúgios dão uma sensação de humanidade e sanidade.

Hoje não posso escrever mais... Hoje apenas posso viver as últimas horas da RoadTrip com os dois tipos grandes e loiros, que fui compreendendo cada vez mais e cada dia melhor. Hoje é o dia do adeus. Hoje não é dia de escrever...

Paz!

~João Fernandes

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Irmandade & o dia em que chorei por 3 outros homens

Santa Bárbara, California

Estou na California há mais de uma semana e tem sido uma semana que me tem deixado pouco tempo para sentar e escrever. Não há o stress de ter que fazer muito, mas há sempre algo a fazer: visitar alguém, passear pelos parques da cidade, conhecer novas pessoas, trabalho ou apenas mais algumas horas finais no carro.

Aquilo que pensava em escrever deixa de ter validade, penso noutro texto e fico sem espaço na agenda para me lembrar do que queria escrever e este processo mental segue sem parar e hoje é o primeiro dia desde há muito tempo que tenho espaço para me concentrar naquilo que quero publicar.

A California por vezes faz-me lembrar Portugal: as cores da paisagem, o pôr-do-sol no oceano, as ondas do mar, os vendedores de fruta na estrada e as serras castanhas cobertas por pequenos arbustos. Será esta uma aclimitização para o meu regresso?

O propósito desta viagem sempre foi a procura de inspiração, a busca de beleza e todas as surpresas que viessem a partir daí seriam sempre bem-vindas. Mas claro, não podemos prever como é que as viagens vão acabar, ou como vão decorrer. 

Posso afirmar por todo o grupo, que as expectativas para estes dois meses eram de diversão, conhecer belas mulheres e relaxar. Afinal,  todos nós trabalhamos na área de dating coach e uma parte do nosso trabalho é falar com mulheres.

Contudo... Esta viagem é mais sobre inspiração, irmandade e a proximidade que se podia criar entre homens. Este é um ritual de passagem, uma viagem espiritual em busca de quem somos e da nossa relação directa com os outros. 

Aquilo que aprendi nesta viagem sobre irmandade é maior do que todas as minhas expectativas. Por vezes, é díficil lembrar-me do quão confiantes e a força de vida que cada um de nós é, - cada um há sua maneira -, e como temos que lidar uns com os outros para evitar choques frontais.

Uma irmandade é o espirito de termos as costas uns dos outros protegidas, que se um caír à ravina caímos todos. Isto é raro de encontrar, ainda mais díficil de gerir quando misturamos os interesses próprios, mas viável.

Se há algo que me sinto agradecido é por ter os amigos que tenho, - tanto os que estão comigo nesta viagem, como os que estão em Portugal ou em qualquer outra parte do mundo. É algo raro poder dizer que neste momento tenho mais de 7 amigos em que confiava a minha vida. Três estão nesta viagem comigo e dois desses conheço à menos de 4 meses

Contudo, aquilo que cria profundidade numa amizade não são os anos, mas aquilo que partilhas, o quão claro te permites a ser e quando estás num ambiente "panela de pressão" como temos estado durante estes meses, não há muito que podes esconder dos outros.

Mais que amizade é um sentido de camaradagem. Amigos que podes não ver durante anos, mas quando os voltas a ver nada mudou.

Qual é a razão para estar a escrever isto agora? Bem, a viagem ainda não acabou é certo, por isso essa não é a razão... 

A razão é simples: num dos dias da nossa estadia em São Francisco decidimos ter uma conversa, que durou horas, em que iriamos por tudo em cima da mesa, sem politicamente corretos, sem restricções, aquilo que estava por dizer. O resultado foi uma das experiências mais intensas porque já passei.

É claro que não vos vou contar aquilo de que falamos, - porque aquilo que acontece numa RoadTrip também fica numa RoadTrip -, mas apenas vos digo que esta foi a primeira vez na minha vida porque chorei por um outro homem. E neste caso por três outros. 

Para quem me conhece e sabe o quão eu proclamo o quanto adoro mulheres, posso dizer hoje que a minha admiração, respeito e honra por outros homens é proporcional ao meu amor por mulheres.

Vemo-nos daqui a uns dias, com mais um texto! Se entretanto tiverem perguntas sobre este artigo ou sobre a RoadTrip não hesitem em contactar-me em: joao.fernandes36@  gmail.com



Paz.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

A Ponte Golden Gate

Olá pessoal!

Sim, a semana passada foi uma semana invulgar, muitas horas de viagem nas mais belas paisagens que já vi e outras tantas conversas interessantes. Neste momento estou em São Francisco e daqui a umas horas partimos para a cidade universitária de Santa Bárbara. Nos próximos dias irei deixar alguns artigos sobre a viagem desde Las Vegas até São Francisco e outro sobre a própria cidade.

Entretanto, fiquem com as imagens do local mais icónico da cidade, que stravessamos ontem ao final da tarde.

Paz!