quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
Os Meus 3 Erros Básicos De Uma Viagem
Todos nós cometemos erros: na vida, no trabalho e claro, também quando se viaja.
Apesar de gostar de considerar que tenho mais viagens no meu cinto, do que a maioria das pessoas, ainda cometo erros estúpidos e que podiam ser evitáveis se houvesse no processo de pré e durante viagem algum bom senso, mas isso é raro de acontecer e por isso esta última que fiz pela América do Norte não foi excepção.
Assim, deixo aqui os 3 maiores erros que eu cometi e que acredito que se podem aplicar a qualquer viagem que venhas a fazer, seja de uma semana, de um mês ou até de dois anos.
1# Toalha de Micro Fibras
... Com mais de seis meses de uso. Tu já a viste, toda a gente já as viu e muitos já as usaram. São elementos vitais num desporto como a natação e possivelmente usadas por, não sei... Talvez por pessoas que dêem prioridade à parte prática do que à parte do conforto, como eu.
A beleza destas toalhas é que não absorvem a água, pelo contrário elas repelam a água do corpo e quando acabas de tomar banho, secas-te e também tens uma toalha seca. O que é óptimo para quem viaja e fica a dormir em hostels ou em casa de outras pessoas e não tem a possibilidade, - e a paciência - de por toalhas a secar.
Contudo, com o uso estas começam a absorver água e passado seis meses, são toalhas iguais a quaisquer outras. E agora, queres imaginar o que acontece a toalhas molhadas, ou húmidas, que são fechadas em malas durante dois dias seguidos?
Exacto, começam a cheirar a mofo. E antes de me aperceber disso mesmo, o cheiro que a toalha tinha era para ser protegido dentro de um saco plástico para não contaminar a roupa com que partilhava o espaço.
O estado de gravidade desta toalha chega, inevitavelmente, quando tomas banho, secas-te e ficas a cheirar pior do que quando lá entraste... E quando umas horas depois a tua toalha é posta no quarto de um amigo teu, como uma forma de vingança. Quando isso acontece há algo totalmente errado com essa toalha.
Faças o que fizeres na tua vida, não uses uma toalha de micro-fibras mais do que seis meses. Dessa última vez o cheiro que melhor me descrevia era a cão molhado, um que passou o dia todo à chuva e a rebolar na terra. Até o meu cão, o Sirius, teria vergonha de mim. Eu também tenho vergonha de mim...
2# Não levar máquina fotográfica
Eu nunca tive uma máquina fotográfica minha. Quando estive a viver em Budapeste levei a da minha namorada. Nas viagens do ano passado pedi emprestada a da minha irmã. Este ano, bem a namorada já lá não estava e a minha irmã não tinha intenções de me emprestar a máquina dela. Mas calma, eu tenho comigo a fiel companheira de viagem: Sony HDR - HC7E. Só que havia um pequeno problema, os cabos de alimentação estavam desaparecidos há mais de um ano e não estava na disposição de pagar 60€ à Sony por causa de uns cabos.
Sem opções e a pensar no que poderia fazer, olhei para o meu telémovel, um Sony Xperia J e tirei uma fotografia à parte de trás da minha casa. Na minha inocência achei que era o suficiente.
E assim nos dois meses seguintes, usei o telémovel apenas como um óptimo despertador e relógio e como uma péssima, horrível e nauseante máquina fotográfica.
Se repares todas as fotografias que aqui coloquei no blog foram tiradas com esse telémovel e agora, olhando para trás, até acho alguma piada ao efeito de óculos embaciados e meios turvos que aparece em cada uma das fotos. Mas não consigo descrever a frustração que era ter uma paisagem como a do deserto Death Valley ou dos Bayous do Louisiana e parecer que alguém tinha embaciado de propósito as lentes.
E se pensas em viajar e tens um Sony Xperia J, então peço-te com todas as forças que tenho para que essa máquina não seja a única que vais usar.
E essa foi, não só mas também, a principal razão por ter trocado de telémovel e ter comprado um Samsung S4. Isso mesmo Sony troquei por um Samsung. Japão perde, Coreia ganha. Espero bem que prestes atenção a este texto e melhores a qualidade da máquina dos teus telémoveis.
Problema resolvido.
3# Demasiada Roupa
Tudo aquilo que levei foi: um blazer, dois casacos, três calças, 4 tshirts, 3 camisolas, duas mangas caviadas, três écharpes, uns sapatos formais, umas botas e uns sapatos casuais. E mesmo assim, podia ter reduzido o peso da minha mala. Não precisei de um dos casacos, só teriam sido precisos 2 pares de calças e podia ter reduzido em um o número de camisolas e tshirts.
Para todo o lado que viajo só levo uma mala de cabine e a cada viagem que passa reduzo sempre aquilo que levo... e contudo contínua a ser sempre demais. Com o tempo começo a perceber que se pode viver com muito menos do que aquilo que pensava ser necessário.
E este é um conselho geral que dou se fores viajar em breve, a menos que viajes durante um mês seguido ou que te mudes de país não vais precisar de mais do que uma mala de cabine, - e se estás no espírito de aventura e nos queres imitar, então arrisca e viaja só com uma mala de cabine, não te vais arrepender. O meu espanto confunde-se com gozo sempre que vejo pessoas a levarem malas que pesam mais de vinte quilos e por vezes mais do que uma. Parecendo uns autênticos pinguins a desfilar pelo aeroporto com malas maiores do que eles.
A verdade é que essas pessoas não vão usar mais do que um terço daquelas roupas e acessórios que levaram e que julgam serem essenciais quando não o são.
Isso é o absolutamente básico, porque como deixei claro aqui no blog desde o primeiro dia, que para uma viagem que durou quase três meses só levei uma mala de cabine. E como estás a ver, não foi preciso mais... até seria preciso bem menos.
Este é o meu conselho viagem número um e também o erro básico que mais vezes vejo cometido por tanta gente que viagem: leva menos do que aquilo que pensas precisar. E quando já estiver tudo dentro da mala... volta a tirar mais umas duas camisolas e um par de calças.
Etiquetas:
Básicos,
Erros,
Mau-cheiro,
Roupa,
Sony Cellphones Suck,
Viagem
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)



Sem comentários:
Enviar um comentário