terça-feira, 28 de janeiro de 2014
O Aventureiro, a Mulher e o Herói (parte 1)
Então eu volto a encontrar-me sem saber nada. Mas desta vez é diferente. Na verdade eu sei. Eu acabei de vir num círculo completo e isso é algo incrível. É a viagem do herói. Eu saltei em frente...
Deixa contar-te uma história:
Era uma noite quente em Miami e eu estava sentado no chão frio, a dar murros na cama e a gritar "Porquê!!! Porquê!!! AAAAH"
Vamos fazer o ponteiro andar para trás algumas horas. Eu tinha acabado um evento de um fim-de-semana, a que nós chamamos "A Maneira de Abordar." (Um fim-de-semana em que deixamos uma série de homens falarem com mulheres, mostrando-lhes que não há problema nenhum em se expressarem, dizendo às raparigas como as vêm e claro, fazemos que eles corram atrás delas pelas ruas. É algo que ajuda estes homens a ultrapassar os seus medos e a melhorar a qualidade das suas vidas. É algo lindo e fascinante.)
Mas, neste fim-de-semana as coisas eram diferentes... eu era um estudante.
E que estudante terrível eu fui... durante algumas horas. (Uma história que fica para outro dia.)
E depois eu fiquei louco.
Eu fiz coisas que nunca sonhei em fazer.
Eu persegui raparigas pelas ruas. Eu parei uma rapariga num skate, quando ela vinha na minha direcção. Eu parei uma rapariga que guiava uma bicicleta. Eu até saltei de um carro, quase, em movimento para perseguir uma beleza, no vestido de verão mais sexy que alguma vez alguém há-de ver. (E eu esqueci-me do meu telefone, por isso tive que decorar o número de telefone dela. Eu consegui!)
Eu fui até uma mesa com dois gajos e uma rapariga e perguntei-lhe se os tipos eram namorados dela. (Parece simples agora, mas da próxima vez que vires uma rapariga com dois tipos na mesma mesa, pergunta-te se és capaz de fazer isso.) - e depois fomos num grande encontro instântaneo.
Foi um fim-de-semana incrivel. Eu percebi o verdadeiro valor que eu tinha e que isso ia acabar com os meus medos passados e que eu podia fazer aquilo que eu quisesse.
Até que... a conheci.
Era a última noite em Miami. Eu tinha ido dar um passeio, para pensar sobre tudo aquilo que tinha acontecido durante o fim-de-semana, e para estar só comigo mesmo.
Houve um ponto em que eu senti a necessidade de me virar para trás e dizer algo, a quem quer que fosse que estivesse atrás de mim. Eu lutei contra esse sentimento durante cinco minutos, ou algo parecido. Porque eu sabia que era uma rapariga. Eu hesitei... mas depois acabei por me virar.
Lá estava ela. Alta, elegante, cabelo castanho que voava nos seus ombros, suave e com uma presença que me deu arrepios pela espinha. Um sorriso que acalmava a mais hóstil de todas as nações.
Eu não me lembro do que disse, mas nós caminhamos e falamos. Ela era da Ucrânia. (Ela estava com uma outra rapariga bonita do Leste. O nome do país escapa-se da minha mente.)
Em breve nós dissemos adeus e eu fui comer alguma coisa.
Quando caminhava de novo para a nossa casa, eu passei à frente de um salão de chá e ouvi o meu nome a ser chamado, "Cory! Junta-te a nós."
Era ela.
Eu juntei-me.
Falamos durante duas horas. Eu aprendi que ela era bailarina na Ucrânia, mas ela desistiu disso para perseguir a vida que ELA queria, e a aventura de viajar, aprender e crescer. Eu pedi-lhe para ela dançar, provavelmente umas 10 vezes. Ela era envergonhada e recusou educadamente cada pedido. Eu ainda me lembro da cara dela, e da inocência e da beleza que ela partilhou comigo.
Ela até me ensinou algumas palavras de ucrâniano - Ya Tebe Kohaiu - O que significa "Eu Amo-te."
E eu disse-lhe isso, não mais que 20 vezes, acho que não exagerei.
O sorriso dela iluminava toda a cidade de Miami.
Nós seguimos e caminhamos lado a lado até ao hostel dela e eu disse-lhe que precisava de a ver outra vez. Trocamos números e fizemos planos para nos encontrarmos numa hora.
Eu comecei a planear, na minha cabeça, a experiência romântica mais perfeita de sempre - fugirmos para a praia, sentarmo-nos na torre do salva-vidas, olharmos profundamente para os olhos um do outro, aconchegarmo-nos e aproveitarmos a companhia um do outro.
Eu construí essa visão tão alto na minha mente, mas...
( A continuação deste texto será publicado na quinta-feira )
~ Cory Chiasson
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